
Na primeira reunião após as eleições, em 4 de novembro, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano. A decisão interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos e veio sem sinalização sobre os próximos passos.
O comunicado descreve a taxa como “substancialmente contracionista” e menciona expectativas de inflação mais elevadas. Na prática, o recado ao setor produtivo é claro: o ciclo de juros altos deve durar mais do que se imaginava. E é justamente nesse cenário que o crédito de fomento à inovação ganha força como estratégia, e não apenas como alternativa.
Juro alto por mais tempo
A pausa não é um evento isolado. Desde março, a Selic caiu de 14,75% para 13,75%, em um ritmo mais lento do que o mercado esperava. Mesmo antes da decisão, o Boletim Focus de 30 de outubro já havia revisado para cima a trajetória dos juros até 2029, com projeção de 12,50% para o fim de 2027.
Com a pausa de novembro, o cenário mais provável é de juros de dois dígitos por um período ainda maior. Para quem precisa financiar um projeto de inovação, isso significa crédito bancário tradicional caro e por mais tempo.
A diferença entre os dois caminhos ficou maior
Enquanto o custo do mercado acompanha a Selic, as principais linhas de crédito reembolsável para PD&I são indexadas à TR, um indexador historicamente muito abaixo da taxa básica.
| Linha | Taxa (a.a.) | Prazo total | Participação |
| Finep Mais Inovação | TR + 2,0% a 2,5% | 192 meses | até 90% |
| Finep Competitividade e Desempenho | TR + 3,5% a 6,0% | 120 a 168 meses | até 80% a 90% |
| Finep Inovacred (via agentes) | até TR + 6,6% | 96 meses | até 100% |
| BNDES Mais Inovação (PD&I) | TR + a partir de 2,7% | até 192 meses | até 100% |
Nas linhas diretas da Finep, soma-se spread de risco de 0,5 a 1,2 p.p. Carência de até 48 meses na Finep (até 24 no Inovacred) e de até 4 anos no BNDES. Na Finep, participação de até 100% no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O crédito direto da Finep é voltado a empresas com receita a partir de R$ 90 milhões e operações a partir de R$ 30 milhões, com projetos aderentes às missões da Nova Indústria Brasil. Empresas menores acessam os recursos pelo Inovacred, via agentes financeiros. Em todos os casos, a distância para um crédito de mercado atrelado a uma Selic de 13,75% é significativa, e se amplia a cada reunião em que os juros não caem.
Por que a hora de se posicionar é agora
Uma operação de crédito de fomento não se resolve em semanas. Entre estruturar o projeto, apresentar a proposta e passar pela análise técnica e de crédito, o processo leva meses. Quem começa agora chega à contratação ainda dentro do ciclo de juros altos, que é justamente quando a vantagem do fomento pesa mais.
Há também um ganho de previsibilidade. Com indexador em TR, prazos longos e carência alinhada ao período de execução, a empresa consegue planejar o investimento em inovação sem depender do calendário do Copom.
“O juro alto não é motivo para adiar a inovação. É motivo para escolher melhor como financiá-la. As empresas que estruturam seus projetos com a Finep e o BNDES neste momento travam um custo de capital muito abaixo do mercado e saem na frente quando o ciclo virar”, afirma André Maieski, Sócio Fundador da Macke Consultoria.
Quem estrutura o projeto agora sai na frente
A Selic vai voltar a cair em algum momento. A questão é o que a sua empresa terá feito até lá. Com 17 anos de atuação e mais de R$ 10 bilhões movimentados em financiamentos estratégicos, a Macke apoia empresas na estruturação de projetos de PD&I junto à Finep, ao BNDES e aos demais instrumentos de fomento, do diagnóstico à contratação e prestação de contar.
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Finep — Condições Operacionais 2026
https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/programa-bndes-mais-inovacao-investimento
https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21309/nota